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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Não lembrava com precisão que horário o relógio dizia, tampouco quantos minutos ele disse. Por quais ruas passaram. Se havia gente caminhando por elas, não viu. Os outros carros todos, ônibus, caminhões, motocicletas, apenas vultos. Não fazia a mínima ideia do número de sinais fechados que encontraram, se é que houve algum. Não viu a Lagoa, não viu o Cristo, mal recordava do Túnel, que com certeza foi atravessado. Até mesmo do papo que aconteceu, guardava uma frase e outra, uma pergunta e outra, um bocadinho de resposta, algum silêncio. Mas lembrava com nitidez do que sentiu e contou que toda vez que recordava instantaneamente sorria, como se vivesse de novo.

A alegria tem uma memória incrível.

Ana Jácomo

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