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domingo, 26 de junho de 2011

OLHOS QUE CALAM...

As letras dentro de mim estavam

desassossegadas

Perdiam-se em labirintos sentimentais...

Dormiam, hora ou outra, feito folhas caídas

Nas asas estacionadas da inspiração

Não escrevo, tusso as palavras

Escrevinhando a paixão perdida nas letras

Sonho atroz de um pescador vagabundo

Veleiro na tempestade sagaz de olhos que

choram

Olhos que soluçam... Gritam...

Pronunciam – Amo-te.

Em meio ao desespero, as letras gemem...

Querem-te!

Bebendo a safra toda em teu cálice

A avelã pronta para ser engolida...

Alma minha, encontra-te... Escrevinho...

Minha alma te toca... Inspiro...

Esqueci meus olhos em tuas retinas...

Esqueci o bom senso em tua perversão...

Esqueci as palavras... Emudeceram

Cessou a inspiração...

Calou a escrevinhação...

Teus olhos prenderam meus passos...

Bebeu todo o meu vinho...

Pisou em minha safra...

Comeu minha avelã...

Sossegou as letras...

Arrancou o meu coração.

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